Política
Lula exclui da Comissão de Anistia da ditadura militares nomeados por Bolsonaro
Os militares bolsonaristas que integravam o órgão pretendiam reverter o entendimento de que houve perseguição contra militantes de esquerda
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou novos integrantes da Comissão de Anistia e afastou militares indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do colegiado.
Os militares bolsonaristas que integravam o órgão pretendiam reverter o entendimento de que houve perseguição política contra militantes da esquerda durante a ditadura.
Foram excluídos da composição da Comissão nomes como o do general Rocha Paiva, amigo do coronel Brilhante Ustra, apontado como torturador do Doi-Codi de São Paulo e elogiado por Bolsonaro em diversas ocasiões. O ex-integrante do colegiado chegou a definir Ustra como um “herói”.
Criada em 2002, a Comissão analisa pedidos de reparação de perseguidos políticos pelo Estado, entre os anos de 1946 e 1988.
Sob a gestão do ex-capitão, a Comissão negou indenização de anistia política a ex-presidente Dilma Rousseff, torturada por Ustra. O caso deve ser analisado pela nova formação do órgão.
Os novos nomes foram escolhidos pelo ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Convocação para alistamento militar falso mobilizou 170 mil bolsonaristas
Por CartaCapital
Golpistas presos dizem em depoimento que foram orientados por militares a se abrigar no Planalto em meio a bombas de gás lacrimogêneo
Por Agência O Globo


