Política
Moraes determina investigação sobre conduta de Ibaneis Rocha e Anderson Torres
O inquérito também incide na atuação do ex-secretário de Segurança Pública interino e ex-comandante da PM da capital federal
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República investigue as condutas do governador afastado Ibaneis Rocha (MDB), do ex-secretário Anderson Torres e de outros dois comandantes da segurança pública do Distrito Federal durante a invasão bolsonarista às sedes dos Três Poderes. São eles: Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário de Segurança Pública interino, e Fábio Augusto Vieira, ex-comandante da Polícia Militar.
No documento, o ministro classificou a atuação como uma “omissão dolosa e criminosa”.
“Os fatos narrados demonstram uma possível organização criminosa que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas”, escreveu o magistrado.
No despacho, Moraes também designa que a PF envie em 10 dias um relatório das provas já coletadas com identificação dos suspeitos com foro privilegiado e acione o interventor federal na segurança pública do DF, Ricardo Cappelli, para prestar esclarecimentos sobre as condutas dos agentes de segurança da capital federal.
Além disso, a decisão aprova que o Ministério da Justiça seja acionado para eventual pedido de investigação de possíveis crimes praticados contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
“A Democracia brasileira não irá mais suportar a ignóbil política de apaziguamento, cujo fracasso foi amplamente demonstrado na tentativa de acordo do então primeiro-ministro inglês Neville Chamberlain com Adolf Hitler”, destacou o ministro no documento.
A decisão assinada pelo ministro na quinta-feira 12 e publicada nesta sexta 13 atende a um pedido da própria PGR.
Leia o despacho:
Decisão MoraesApoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



