Mundo
Grupo antiaborto na Argentina captura adolescente abusada pelo pai que tentava interromper a gravidez
A criança, de 12 anos, foi encontrada na terça-feira 3 e está sob os cuidados do Estado
Uma menina de 12 anos que desejava interromper uma gravidez gerada por abusos cometidos por seu pai foi capturada por um grupo antiaborto e escondida das autoridades, a fim de impedir a realização do procedimento. O caso ocorreu na província de Santa Fe, na Argentina.
A vítima foi resgatada e já está sob o sistema de proteção do Estado, segundo o relato de porta-vozes da investigação à agência pública Télam.
A interrupção da gravidez estava marcada para a última segunda-feira 2, mas a criança não compareceu ao hospital. No fim de semana, ela foi levada para uma casa da associação civil Gravida, onde foi encontrada na terça-feira.
Neste momento, a menina está internada com a mãe em um hospital público de Santa Fe. Segundo a secretária da Infância, Adolescência e Família da província, Patricia Chialvo, as autoridades aguardarão que ela “se tranquilize” para tomar uma decisão.
Chialvo também disse que “está em análise” a possibilidade de o Estado adotar medidas contra o grupo antiaborto.
Enquanto isso, a promotora Alejandra Del Río Ayala determinou a prisão do pai da menina, identificado apenas pelas iniciais G.M.A. Ele foi encontrado na cidade de Recreo e responderá pelo crime de abuso sexual qualificado.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Secretária da Mulher do governo Tarcísio apoiou vigília antiaborto em hospital
Por CartaCapital
Mônica Seixas: Defender legalização do aborto e drogas não pode ser um constrangimento
Por Mariana Serafini
O aborto na mesa principal da Flip
Por Amanda Claro



