CartaExpressa

Não há ‘anistia mágica’ para ninguém, nem Bolsonaro, diz Dino, próximo ministro da Justiça

O futuro ministro da Justiça também declarou que as investigações podem envolver manifestantes golpistas

Não há ‘anistia mágica’ para ninguém, nem Bolsonaro, diz Dino, próximo ministro da Justiça
Não há ‘anistia mágica’ para ninguém, nem Bolsonaro, diz Dino, próximo ministro da Justiça
O ministro da Justiça, Flávio Dino. Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

O senador eleito e futuro ministro da Justiça Flávio Dino (PSB-MA) afirmou que não haverá anistia para crimes cometidos antes do início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que todas as investigações em curso no País serão mantidas.

“Por não estarem prescritos, não há no mundo cósmico e nem no mundo jurídico uma espécie de anistia mágica no dia do Réveillon. Isso não existe”, disse Dino ao UOL nesta segunda-feira 12. “Ou seja, crimes que estejam ainda objeto ou suscetíveis de apuração serão apurados, sejam de quem for, inclusive do então ex-presidente da República ou de ex-ministros, ex-parlamentares ou de cidadãos e cidadãs que infelizmente foram levados a desatinos.”

O futuro ministro também afirmou que as investigações podem envolver os manifestantes que insistirem na realização de atos ilegais pelo País. Desde as eleições, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se mantêm mobilizados para pedir um golpe militar.

“Espero que o espírito cristão e natalino chegue no coração dessas famílias e elas convidem seus familiares a retornarem a seus lugares, nos seus locais de trabalho e ajudando o País. Depois eles voltam às ruas quando entenderem necessário, mas sem espírito golpista. Aí, quem continuar no espírito golpista, é claro que, sendo crime político, a Polícia Federal vai tomar as providências que a lei manda.”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo