Mundo
China anuncia relaxamento geral de restrições impostas no combate à Covid-19
Uma das medidas prevê que infectados assintomáticos e casos leves não precisarão ser levados para centros de quarentena do governo para cumprir o isolamento social
A China anunciou nesta quarta-feira um relaxamento geral das restrições impostas na luta contra a Covid-19, como permitir que algumas pessoas infectadas cumpram a quarentena em casa e reduzir a exigência de testes PCR. Sob novas orientações da Comissão Nacional de Saúde, assintomáticos e casos leves não precisarão ser levados para centros estatais para o isolamento social.
Também será reduzida a frequência de testes de ácidos nucleicos. Já os testes em massa obrigatórios serão restritos a áreas consideradas de alto risco e escolas. As pessoas que se desloquem entre províncias estarão dispensadas de apresentar teste de PCR negativo e não terão de fazer teste na chegada, de acordo com as novas regras.
O anúncio ocorreu após uma onda de protestos em cidades da China contra as regras rígidas de combate à Covid. As manifestações se espalharam e passaram a incluir apelos por mais liberdade política, com alguns pedindo até a renúncia do presidente Xi Jinping.
O anúncio desta quarta-feira veio horas depois de o governo divulgar novos números que mostram o forte impacto econômico da política de Covid zero. As importações e exportações chinesas caíram em novembro para níveis não vistos desde 2020, quando a pandemia paralisou o país.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Cidades chinesas aliviam restrições anticovid após protestos
Por Deutsche Welle
Após dois anos de covid, um em cada quatro jovens não estuda
Por Agência Brasil
Protestos se espalham pela China, em rara demonstração de rejeição a Xi Jinping
Por AFP


