Política
Após ataques em escolas, Casagrande defende a retomada do Estatuto do Desarmamento
O governador do Espírito Santos apontou a tragédia como argumento para a limitação do acesso a armas
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), afirmou nesta quarta-feira 30 que a tragédia ocorrida em Aracruz serve como um argumento para que o Estatuto do Desarmamento seja retomado. Na última sexta 25, um jovem de 16 anos atacou a tiros duas escolas e deixou quatro mortos e 12 feridos.
Ainda que o caso não esteja diretamente relacionado à flexibilização do acesso a armas promovida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador disse esperar atitudes do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Acho totalmente possível que o presidente Lula já entre no governo assinando decretos e encaminhando projetos de lei ao Congresso Nacional retrocedendo e estabelecendo a retomada do Estatuto do Desarmamento. O fato que aconteceu aqui no Espírito Santo é mais um argumento que ele tem para poder fazer e tomar essas atitudes”, disse Casagrande em entrevista ao UOL.
Ele apontou o momento de violência que vive o País e atribuiu o ambiente hostil a declarações e à política adotada pelo presidente, candidato derrotado à reeleição.
“Considero que o presidente Jair Bolsonaro, sim, tem responsabilidade não neste ato específico, mas no ambiente de violência, porque todos os atos do Bolsonaro foram voltados para flexibilizar o acesso às armas e em todo momento que pode incentivar que alguém tivesse armas e pudesse usar as armas, ele fez isso.”
Casagrande também citou a inação do ex-capitão, visto poucas vezes desde a derrota nas urnas, e apontou que o comando do País já está nas mãos de Lula.
“O presidente Lula, até pelo afastamento e pela inação do presidente Jair Bolsonaro, está assumindo o comando político das articulações. Ele está certo em assumir, porque Bolsonaro, na hora em que recua, de alguma maneira lava as mãos e deixa o espaço aberto para Lula atuar”, acrescentou o governador.
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