Política
Silas Malafaia diz agora que não mandou ninguém para porta de quartel
Na semana passada, o humorista Gregorio Duvivier ironizou o fato de o pastor incentivar as ocupações, mas não participar
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, negou que tenha instigado manifestantes bolsonaristas a montarem acampamentos em frente a quartéis após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu desafio alguém a provar que eu mandei alguém para a porta de quartel. Não mandei ninguém para portas de quartéis”, afirmou o pastor aliado do presidente derrotado Jair Bolsonaro (PL) em vídeo. “Um vídeo do dia 17/11, eu digo ‘quem é o criminoso? Alexandre de Moraes ou o povo?’. Nesse vídeo, muito pelo contrário, eu digo que as manifestações estão erradas. Não são nas portas dos quartéis, têm que ser em frente ao Congresso Nacional”.
Ele ainda apontou o fato como o “absurdo dos absurdos”. “Eu não sou hipócrita. Toda manifestação que eu falei para o povo participar, eu estava lá: 7 de setembro do ano passado e deste ano”, afirmou em outro trecho.
Na sexta-feira 25, o ator Gregorio Duvivier acusou o líder evangélico de incentivar “o povo acampar no QG do Exército enquanto curte em resort de luxo com a esposa”.
Na sequência o comediante ironizou: “Como é o nome desse quartel que o Malafaia tá sentado na frente [?]”.
Militantes golpistas têm promovido atos em estradas e na frente dos prédios sede das Forças Armadas pelo País desde o último dia 30. Entre as exigências do grupo estão o pedido de intervenção federal e convocação de novas eleições.
O Supremo Tribunal Federal classificou as manifestações golpistas como incitação a crime contra o Estado Democrático de Direito e determinou o bloqueio de contas bancárias de 43 pessoas e empresas suspeitas de financiar os atos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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