Política

Bolsonaro bate recorde e completa três semanas sem fazer ‘lives’

Desde que perdeu a eleição, em 30 de outubro, ele abandonou as “lives” e diminuiu as publicações nas redes sociais

Bolsonaro bate recorde e completa três semanas sem fazer ‘lives’
Bolsonaro bate recorde e completa três semanas sem fazer ‘lives’
Jair Bolsonaro. Foto: Mauro Pimentel/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente Jair Bolsonaro completou nesta quinta-feira três semanas sem fazer sua tradicional transmissão ao vivo pela Internet. Desde que perdeu a eleição, em 30 de outubro, ele abandonou as “lives” e diminuiu as publicações nas redes sociais. Este é o maior tempo em que o presidente fica sem se comunicar ao vivo com seus apoiadores, prática que adotou ainda nos primeiros meses de governo em 2019.

Bolsonaro, também nesta quinta-feira, completou duas semanas sem ir ao Palácio do Planalto. O presidente está com uma ferida na perna, que, segundo pessoas próximas, o têm obrigado a repousar e o impedido de usar calças compridas. Desde então, ele se mantém recluso no Palácio da Alvorada.

Hoje, o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto disse que Bolsonaro deve voltar a despachar em breve no Planalto. Candidato a vice na chapa presidencial à reeleição, o general afirmou que Bolsonaro está recuperado da infecção na perna.

— Ele deve voltar logo. Ele já se recuperou da infecção. Está tudo bem — disse Braga Netto.

Questionado se há uma data específica para o retorno, Braga Netto disse que “não”. Auxiliares da Presidência disseram ao GLOBO, em caráter reservado, que a previsão é que Bolsonaro volte a despachar na sede do Executivo na segunda-feira, após mais um fim de semana de repouso.

Desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito, Bolsonaro só esteve no Planalto duas vezes. Ele ainda foi uma vez ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No Alvorada, o presidente tem recebido alguns ministros, assessores e políticos aliados, que relataram o abatimento de Bolsonaro. Nesse período, o chefe do Executivo fez apenas duas declarações públicas — um pronunciamento e um vídeo publicado em redes sociais.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo