Política

PGR volta a defender o arquivamento de inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF

O órgão argumenta haver ‘ausência de justa causa para a deflagração da persecução penal em juízo’

PGR volta a defender o arquivamento de inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF
PGR volta a defender o arquivamento de inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF
A subprocuradora-geral Lindôra Araújo. Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ
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A Procuradoria-Geral da República voltou a pedir, nesta segunda-feira 7, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, arquive o inquérito que apura se Jair Bolsonaro (PL) interferiu politicamente na Polícia Federal.

A nova manifestação ocorreu no âmbito de uma decisão de Moraes sobre um recurso da defesa do presidente. Em setembro, a PGR já havia defendido o arquivamento da investigação.

No novo pedido, assinado pela vice-procuradora geral Lindôra Araújo, a PGR argumenta haver “atipicidade das condutas dos investigados” e “ausência de justa causa para a deflagração da persecução penal em juízo”. O documento foi obtido e divulgado pela TV Globo.

A investigação teve início com uma acusação do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. De saída do governo, Moro declarou, em abril de 2020, que Bolsonaro estava operando mudanças na diretoria da PF para evitar que investigações atingissem seu círculo de alianças.

Em novembro de 2021, Bolsonaro prestou depoimento e alegou ter substituído o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, por “falta de interlocução”.

Em março deste ano, a PF concluiu que o ex-capitão não cometeu crimes nas supostas interferências. No relatório final enviado ao STF, a corporação também apontou não ser possível imputar crime a Moro pelas acusações.

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