Política

‘Não vejo como não estarmos na base do governo Lula’, diz presidente do PDT

Carlos Lupi afirma não ter feito exigências para aliança no 2º turno e sinaliza que seu partido não tende a compor ministério do novo governo

‘Não vejo como não estarmos na base do governo Lula’, diz presidente do PDT
‘Não vejo como não estarmos na base do governo Lula’, diz presidente do PDT
Lula e Carlos Lupi. Foto: Ricardo Stuckert
Apoie Siga-nos no

O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira 4 que a tendência é de seu partido compor a base de apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional. A bancada pedetista começará a legislatura com 17 deputados e 3 senadores.

No primeiro turno, o candidato pedetista à Presidência, Ciro Gomes, recebeu 3% dos votos válidos e terminou a disputa em quarto lugar, atrás de Lula, Jair Bolsonaro (PL) e Simone Tebet (MDB).

“Não tivemos a reunião ainda, mas não vejo como a gente não estar na base do governo”, afirmou Lupi a CartaCapital..

Segundo o pedetista, seu partido não fez “qualquer exigência ou condição” para se aliar a Lula no segundo turno.

“Nem sequer foi ventilada qualquer proposta de qualquer cargo. Temos de apoiar o governo neste momento, pela gravidade que o País vive. Temos de sair dessa divisão de brasileiros, construir um Brasil para todos, incluindo até aqueles que não conseguem entender a gente.”

Questionado sobre a chance de o PDT pleitear uma vaga em um dos ministérios de Lula, Lupi afirmou que o novo presidente “terá de articular muitos apoios”, uma vez que um bloco de esquerda e centro-esquerda não será suficiente para garantir maioria na Câmara e no Senado. O presidente pedetista sinaliza, portanto, ter compreensão de que seu partido pode não ser contemplado na composição das pastas.

“Já falei para o Lula que temos de colocar como prioridade a consolidação dessa base de apoio, em cima de projetos, de programas, de compromissos democráticos e populares”, avalia Lupi, para quem Lula não terá “grande dificuldade” para conquistar o apoio de parlamentares do Centrão que, hoje, estão com Bolsonaro.

“Essas pessoas são bem pragmáticas. Tendo um governo que é sucesso e que pode dar a eles o que garanta sua base, com suas obras e os espaços políticos que acham necessários para manter seus votos, isso se compreende. Precisa só ter muito cuidado para isso não significar desvio de dinheiro público.”

Assista à íntegra da entrevista:

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo