Política

Líder dos caminhoneiros pede fim de atos nas rodovias: ‘Não podemos ser usados como massa de manobra’

Walace Landim, conhecido como Chorão, disse que muitos caminhoneiros estão sendo obrigados a parar nos protestos ‘antidemocráticos’

Líder dos caminhoneiros pede fim de atos nas rodovias: ‘Não podemos ser usados como massa de manobra’
Líder dos caminhoneiros pede fim de atos nas rodovias: ‘Não podemos ser usados como massa de manobra’
Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes dos caminhoneiros. Foto: Reprodução
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O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Walace Landim, conhecido como Chorão, fez nova declaração contra os manifestantes bolsonaristas que têm travado rodovias pelo País, por não aceitarem a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas.

Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira 2, Landim reforçou a sua posição de que os atos são antidemocráticos e afirmou que muitos caminhoneiros estão sendo obrigados a parar.

“Tô vendo muitos caminhoneiros parados, existe sim uma parcela muito pequena, mas muitos querem trabalhar. E nós estamos levando esse nome como ‘baderneiros’, ‘terroristas’, ‘radicais’. Nós não podemos ser usados como massa de manobra por um grupo intervencionista que está trabalhando contra a democracia desse País”, afirmou.

O líder da categoria ainda cobrou respeito pela democracia e pelo resultado das urnas.

“Democracia precisamos respeitar. Primeiro passo é reconhecer o que deu na urna, parabéns presidente Lula pela sua vitória. A eleição já acabou. Caminhoneiro que tá ali, parado, muitos querem trabalhar. Dá uma olhada aqui, muitos já saíram para trabalhar [diz, em referência a uma reportagem veiculada pela CNN], tá parado porque está sendo obrigado. Não somos os caminhoneiros que estão fazendo esse ato antidemocrático dentro desse País.

Landim ainda parabeniza as forças estaduais que foram enviadas para desmobilizar os bloqueios. “Parabéns governador do estado de São Paulo, parabéns a todos os governadores. Parabéns por desmobilizar, desobstruir vias, porque a sociedade não pode sofrer. Não é uma pauta econômica, é uma pauta antidemocrática”.

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