O divórcio de Bolsonaro e Roberto Jefferson e a guerra dos santos do pau oco
No ‘Manda no Zap’ da semana, Rodrigo Martins comenta o caso Roberto Jefferson e a avalanche de fake news na reta final da campanha eleitoral
Neste episódio, Rodrigo Martins comenta a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, que antes de se entregar lançou granadas de efeito moral e abriu fogo com um fuzil contra os agentes da Polícia Federal encarregados de cumprir o mandado judicial. Agora, Jair Bolsonaro renega o aliado que até ontem fazia campanha em seu favor, diz sequer ter fotos com o “bandido”. Mas, em tempos de mega exposição nas redes sociais, é difícil esconder o passado com o ex.
Como as urnas revelaram uma desvantagem de apenas 6 milhões de votos em relação a Lula no primeiro turno, o ex-capitão viu uma perspectiva real de virar o jogo. Por isso, colocou o discurso golpista na geladeira e, em vez de contestar o resultado, o que certamente desagradaria os aliados eleitos nos estados, renovou a aposta na indústria de fake news e em uma guerra santa capaz de distrair o distinto público dos reais problemas do País.
Fome, miséria, inflação, queda da renda do trabalhador, empregos precários… Nada disso esteve no centro do debate eleitoral no segundo turno. Graças à poderosa indústria da desinformação e aos seus pastores de aluguel, Bolsonaro conseguiu pautar temas que não são de competência do presidente da República, como o aborto, e criou uma avalanche de fake news relacionadas a banheiros unissex em escolas, fechamento de igrejas, doutrinação anticristã nas universidades e pactos demoníacos da esquerda.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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