Sustentabilidade
Caatinga perdeu 160 mil hectares de superfície desde 1985, aponta Mapbiomas
Segundo levantamento, o principal causador do avanço sobre a vegetação nativa foi a agropecuária
A redução de vegetação natural da Caatinga superou os 6 milhões de hectares desde 1985, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira 6 pelo MapBiomas. O encolhimento do território também se nota na reserva de água: o bioma perdeu mais de 160 mil hectares de superfície.
De acordo com o levantamento, o principal causador desse avanço sobre a vegetação nativa foi a agropecuária. O setor ganhou 6,7% de território, cerca de 5,7 milhões de hectares.
Dentre os oito estados da região Nordeste a abrangerem o bioma, o Ceará foi o mais afetado. Ali, o ganho de áreas de pastagens entre 1985 e 2021 foi superior a 320%.
Já na Paraíba e no Rio Grande do Norte, as pastagens mais que dobraram, com índices que chegam, respectivamente, a 125% e 172%.
“A rápida transformação da Caatinga está provocando a transformação do bioma em algumas regiões”, explica Washington Rocha, coordenador da Equipe Caatinga do MapBiomas.
Entre os alertas em destaque, a desertificação é a principal consequência da redução do bioma.
“Mapeamos a região de Irauçuba, no Ceará, e detectamos a expansão de um núcleo de desertificação. Padrão semelhante foi observado em outros núcleos de desertificação, como em Cabrobó (PE), com tendência de expansão para leste, no sentido de Alagoas, e em Seridó (RN), verifica-se expansão para sul em direção à Paraíba.”
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