Política
‘O bolsonarismo está vivo e precisamos seguir lutando para derrotá-lo’, diz presidente do PSOL
Juliano Medeiros negou desânimo com o resultado no 1º turno e disse crer em vitória de Lula contra Bolsonaro
O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, negou desânimo após a confirmação do segundo turno entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Questionado por CartaCapital ao fim do pronunciamento de Lula, em um hotel no centro de São Paulo, ele disse ver estreita margem de votos a ser conquistada.
“Um ponto e meio para ganhar a eleição. Vamos atrás para liquidar a fatura agora, falta bem pouquinho”, declarou, em tom otimista.
O presidente do PSOL também disse que a campanha de Lula “sabia que Bolsonaro iria crescer na reta final” e mencionou a injeção de verbas bilionárias na economia às vésperas da eleição. Segundo ele, o crescimento do número de votos em Bolsonaro “não surpreendeu”, ainda que as pesquisas eleitorais tenham indicado um percentual menor.
Em relação à derrota da candidatura de Márcio França (PSB) ao Senado por São Paulo, chapa na qual Medeiros era suplente, a avaliação é de que houve “voto silencioso”. Nas sondagens anteriores, o candidato de Bolsonaro, Marcos Pontes (PL), aparecia atrás de França, mas na eleição acabou vitorioso.
“Aqui em São Paulo houve voto silencioso e realmente surpreendeu. Precisamos avaliar melhor o que aconteceu, quais os fatores influenciaram, mas realmente para mim é uma surpresa.”
Ao ser questionado sobre a vitória de figuras como Sérgio Moro no Paraná e Ricardo Salles em São Paulo, Medeiros disse que “isso representa que o bolsonarismo está vivo no Brasil e nós vamos seguir lutando para derrotá-lo finalmente.”
Após a divulgação do resultado, Lula se pronunciou à imprensa com diversos aliados e demonstrou estar motivado. A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, também exaltou os votos recebidos por Lula e disse estar certa da vitória em 30 de outubro. Na sequência, Lula se dirigiu à Avenida Paulista para um pronunciamento a apoiadores.
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