Mundo
Parlamento Europeu amplia proibição de commodities ligadas ao desmatamento
Medida aprovada representa uma dura resposta ao modelo de governo pro-desmatamento instituído por Jair Bolsonaro
O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira 13 uma resolução que estabelece novas sanções comerciais a produtos ligados ao desmatamento. O texto lista commodities que devem ser proibidas de entrar na União Europeia caso estejam vinculadas à degradação ambiental.
Aprovada por 453 votos a 57, a resolução obriga que o abastecimento de carnes, soja, cacau, óleo de palma, milho, borracha, papel e produtos derivados ocorra de uma forma que não desmate florestas. Para entrar em vigor, o pacote de sanções precisa ser aprovado por todos os membros dos 27 países do bloco.
Embora a proposta ainda tenha um longo caminho a percorrer, a sinalização positiva no parlamento foi considerada um momento histórico e marca uma dura resposta à conduta pro-desmatamento do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Em julho, o governo brasileiro liderou uma ofensiva com outros países na tentativa de impedir o avanço de medidas protecionistas no mercado europeu. Em carta enviada à Comissão Europeia, o Brasil disse que tais medidas violam tratados internacionais e “não podem ser usadas para atingir metas ambientais” ao risco de aprofundar a pobreza sem representar ganhos reais para a conservação florestal.
Em trecho do documento, os países reforçam que estão cientes da necessidade de defender o meio ambiente, mas “lamentam que a UE tenha optado por uma legislação unilateral” e não por seguir acordos internacionais já estabelecidos.
Além do Brasil, assinam a carta embaixadores da Argentina, Colômbia, Gana, Guatemala, Costa do Margim, Nigéria, Paraguai, Peru, Honduras, Bolívia, Equador e Malásia.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



