Política

Tebet diz no JN que o MDB ‘é maior que seus caciques’ e critica tentativas de evitar sua candidatura

Questionada sobre o envolvimento de correligionários em casos de corrupção, a senadora disse que seu MDB ‘é o de Ulysses, Tancredo e Covas’

Tebet diz no JN que o MDB ‘é maior que seus caciques’ e critica tentativas de evitar sua candidatura
Tebet diz no JN que o MDB ‘é maior que seus caciques’ e critica tentativas de evitar sua candidatura
Foto: Reprodução/TV Globo
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A candidata do MDB à Presidência da República, Simone Tebet, afirmou nesta sexta-feira 26 em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que o seu partido “é muito maior que meia dúzia de seus políticos e de seus caciques”.

Questionada sobre o envolvimento de correligionários em casos de corrupção, a senadora disse que o MDB “é o partido de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Mario Covas, homens desbravadores, corajosos e, acima de tudo, éticos”. Ela citou como exemplos atuais Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos.

Tebet criticou emedebistas que tentaram “puxar o tapete até há pouco tempo”, em referência à mobilização de setores da legenda que se manifestaram contra sua candidatura ao Palácio do Planalto.

“O que me trouxe até aqui? Tive que vencer uma maratona com muito obstáculos. Tivemos oito candidatos e eu permaneci.”

Segundo a mais recente rodada da pesquisa Datafolha, Tebet tem 2% das intenções de voto. Lula (PT) lidera a corrida ao Palácio do Planalto com 47%, ante 32% de Jair Bolsonaro (PL). Ciro Gomes (PDT), o terceiro colocado, marca 7%.

Simone Tebet chega à disputa presidencial com o apoio de dois partidos, além do MDB: PSDB e Cidadania, que se juntaram em uma federação. A emedebista tem como vice a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP).

A candidata do MDB foi a quarta e última participante da série de entrevistas promovidas pelo Jornal Nacional com presidenciáveis.

Na quinta 25, Lula defendeu o legado dos governos do PT na economia e afirmou ter como objetivo oferecer credibilidade, previsibilidade e estabilidade ao Brasil. Também elogiou a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), mas sinalizou que sua política econômica será diferente.

Dois dias antes, Ciro Gomes defendeu na TV Globo um discurso “duro” contra os adversários, explicou a possibilidade de recorrer a plebiscitos, se comprometeu a não concorrer à reeleição em caso de vitória e voltou a projetar uma renda básica de mil reais por família beneficiada.

Na segunda 22, a sabatina com Bolsonaro foi marcada pela manutenção de suas posições em diferentes assuntos e pelo não compromisso com o resultado das eleições deste ano, conforme destacaram especialistas ouvidos por CartaCapital.

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