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Violência israelense em Gaza deixou mais de 20 mortos, diz ministério palestino

Israel advertiu neste sábado que os bombardeios contra a organização Jihad Islâmica na Faixa de Gaza podem durar uma semana

Violência israelense em Gaza deixou mais de 20 mortos, diz ministério palestino
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Foto: MOHAMMED ABED / AFP
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Vinte e quatro pessoas, incluindo seis crianças, morreram desde o início dos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do enclave palestino, embora Israel tenha negado a realização de um novo ataque no qual menores foram mortos.

O Ministério da Saúde de Gaza atribuiu as 24 mortes à “agressão israelense”, bem como os 203 feridos desde o início da operação na sexta-feira. Os balanços anteriores citavam 15 óbitos.

Por sua vez, Israel culpou pela morte das crianças em Jabalia (no norte da Faixa de Gaza) um disparo fracassado de foguete lançado pela organização Jihad Islâmica contra o território israelense.

“As forças de segurança israelenses não realizaram nenhum bombardeio em Jabalia nas últimas horas. Está irrefutavelmente provado que este incidente é o resultado de um disparo de foguete fracassado lançado pela Jihad Islâmica”, disse o governo israelense em um comunicado.

Israel advertiu neste sábado que os bombardeios contra a organização Jihad Islâmica na Faixa de Gaza podem durar uma semana, no segundo dia da escalada mais grave de violência no território palestino desde a guerra de maio do ano passado.

O exército “se prepara atualmente para uma operação de uma semana”, afirmou um porta-voz militar. “Atualmente não há negociações para um cessar-fogo”, acrescentou.

Israel bombardeia o território palestino desde sexta-feira em um ataque “preventivo” por possíveis represálias pela detenção de um líder da Jihad Islâmica na Cisjordânia.

O país alega que os ataques são direcionados contra locais de fabricação de armas do grupo alinhado com o movimento Hamas – que governa Gaza desde 2007 -, mas que geralmente atua de forma independente.

Os ataques mataram na sexta-feira Tayseer al Jabari ‘Abu Mahmud’, um dos principais líderes da organização que está na lista de grupos terroristas dos Estados Unidos e da União Europeia.

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