CartaExpressa

Barroso diz que atos do 7 de Setembro podem mostrar ‘o tamanho do fascismo no Brasil’

O ministro enfatizou ainda a necessidade de se separar possíveis ataques do conceito de ‘liberdade democrática’

Barroso diz que atos do 7 de Setembro podem mostrar ‘o tamanho do fascismo no Brasil’
Barroso diz que atos do 7 de Setembro podem mostrar ‘o tamanho do fascismo no Brasil’
O ministro do STF Luís Roberto Barroso. Foto: Nelson Jr./STF
Apoie Siga-nos no

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso disse que o possível apoio de manifestantes ao presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro faz parte da democracia, mas ponderou que o ato também pode mostrar ‘o tamanho do fascismo no Brasil” caso seja utilizado para atacar as instituições.

“O 7 de Setembro se forem os apoiadores de um dos candidatos (mostrando suporte), faz parte da democracia. E devemos olhar isso com todo o respeito. Agora, se for o episódio para fechamento do Supremo ou do Congresso, aí vamos saber mesmo o tamanho do fascismo e do sentimento antidemocrático no Brasil”, disse o ministro, nesta sexta-feira 5, durante uma palestra no 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo.

O ministro enfatizou ainda a necessidade de se separar possíveis ataques do conceito de ‘liberdade democrática’.

“Uma coisa é a liberdade de apoiar qualquer candidato, a outra coisa é querer destruir as instituições. Apoiar um candidato é liberdade democrática. Agora, destruir as instituições é fascismo, um sentimento antidemocrático. E isso precisa ser reprimido”, acrescentou.

Barroso também defendeu a solidez das instituições e dos órgãos de segurança pública ao citar o ato de 7 de Setembro do ano passado, se temia invasão do Supremo e do Congresso, o que não aconteceu.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo