Política
PT mantém apoio a Freixo, lança Ceciliano ao Senado e tenta isolar Molon
Lula teve papel central na resolução do impasse e na permanência do PT na chapa do candidato pessebista ao governo fluminense
A Executiva Nacional do PT confirmou, em reunião nesta sexta-feira 5, a manutenção da aliança com Marcelo Freixo (PSB) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro.
O apoio estava em xeque diante da insistência dos pessebistas na candidatura de Alessandro Molon ao Senado. O PT afirma que o PSB descumpriu um acordo pelo qual o postulante da coligação à Casa Alta seria André Ceciliano.
“A Comissão Executiva Nacional do PT confirma o apoio à chapa Marcelo Freixo (PSB) para governador e André Ceciliano (PT) para senador no Rio de Janeiro. Com Lula e Alckmin vamos juntos reconstruir nosso Brasil”, anunciou nas redes sociais a presidenta petista, Gleisi Hoffmann.
A manutenção da aliança, porém, não significa necessariamente comprometimento total com a campanha de Freixo. Uma ala do PT encabeçada pelo vice-presidente nacional Washington Quaquá defendia autorizar a militância do partido no Rio a se aproximar de outros candidatos ao governo.
Quaquá retirou na quinta 4 um recurso apresentado à Executiva Nacional no qual pregava o rompimento formal com o PSB. Ele passou a afirmar que o melhor cenário seria se juntar também a outros postulantes, ainda que oficialmente os petistas endossem Freixo. O objetivo seria “ampliar o palanque” de Lula no estado.
O vice-presidente do PT já havia reivindicado, em entrevista a CartaCapital, uma aproximação com o nome do PDT ao governo, Rodrigo Neves. Neste desenho, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), “seria o coordenador da campanha de Lula”. Ainda assim, Quaquá argumenta que o ex-presidente poderia participar de outros palanques.
Lula teve papel central na resolução do impasse e na permanência do PT na chapa de Freixo. Agora, porém, a expectativa é de que o ex-presidente trate Ceciliano como seu único candidato ao Senado, em uma tentativa de isolar Molon.
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