Política
Pacheco: ‘O resultado das urnas é a resposta legítima da vontade popular’
O presidente do Congresso Nacional voltou a defender o sistema brasileiro de votação em meio a ataques de Jair Bolsonaro
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fez nesta quarta-feira 3 mais um pronunciamento em defesa do sistema eleitoral brasileiro, alvo constante de ataques infundados do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Pacheco também fez um apelo “de pacificação e de contenção de ânimos”, dirigindo-se a candidatos nas eleições de outubro. Ele pediu que “o tom eleitoral seja sério, baseado em verdades e boas propostas”.
“Como tenho repetido em minhas falas nesta Casa e fora dela, eu tenho plena confiança no processo eleitoral brasileiro, na Justiça Eleitoral e nas urnas eletrônicas, por meio das quais temos apurado os votos desde 1996”, afirmou o presidente do Congresso Nacional na abertura da sessão do plenário.
Segundo ele, as urnas eletrônicas “têm sido motivo de orgulho nacional e trouxeram, nestes 26 anos de uso no Brasil, transparência, confiabilidade e velocidade na apuração do resultado das eleições”.
Rodrigo Pacheco acrescentou que “o rito eleitoral confere protagonismo à vontade popular, garantindo que os verdadeiros detentores do poder possam livremente escolher seus governantes”. E emendou: “As eleições existem para assegurar a legitimidade do poder político, pois o resultado das urnas é a resposta legítima da vontade popular. Legitimidade que deve ser reconhecida, assim que proclamado o resultado das urnas”.
Na véspera, Bolsonaro repetiu ataques às urnas eletrônicas e a ministros do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista à Rádio Guaíba, ele chamou Luís Roberto Barroso de “mentiroso” e “criminoso” e afirmou que o presidente da Corte, Luiz Fux, deveria ser investigado no Inquérito das Fake News por defender o sistema eletrônico de votação.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Bolsonaro desmarca reunião com empresários no dia dos manifestos pró-democracia
Por CartaCapital
Bolsonaro imita Hitler?
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
Bolsonaro e Ciro são os dois candidatos mais rejeitados entre eleitores, diz pesquisa
Por Getulio Xavier


