CartaCapital
Governo edita decreto sobre corte no IPI em resposta à decisão de Alexandre de Moraes
Medida é resposta à decisão de Alexandre de Moraes, que havia proibido a redução do tributo sobre itens produzidos na região
O governo editou um novo decreto sobre a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), em resposta a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro proibiu o corte desse imposto para produtos fabricados na Zona Franca de Manaus.
O decreto foi publicado no Diário Oficial da União nessa sexta-feira.
Em fevereiro deste ano, o governo fez uma redução linear de 25% e, dois meses depois cortou novamente o tributo em mais 10% (com exceção dos produtos fabricados na Zona Franca de Manaus).
A não cobrança de IPI na Zona Franca é o principal atrativo do polo. Ou seja, um imposto menor em outras áreas reduz a competitividade do local.
Moraes, então, suspendeu os efeitos dos decretos de Bolsonaro sobre qualquer produto feito em Manaus. Para o governo, isso criou uma insegurança jurídica, porque há produtos com pouca produção na região.
O novo decreto garante a redução do IPI em até 35% para a maioria dos produtos fabricados no país. Ficaram ressalvados produtos que preservam parcela significativa do faturamento da Zona Franca.
Segundo o Ministério da Economia, os critérios adotados foram: fabricação dos produtos na Zona Franca que possuem Processo Produtivo Básico (PPB) e classificação da relevância desses produtos no faturamento da região em relação ao restante do país.
Além disso, a medida traz redução adicional do IPI, de 18% para 24,75%, para automóveis. A elevação desse percentual equipara a redução do imposto para o setor automotivo à concedida aos demais produtos industrializados.
Segundo estimativa da equipe econômica, o corte no IPI vai reduzir a arrecadação federal em R$ 15,57 bilhões em 2022.
Serão beneficiados produtos nacionais e importados. Com a publicação do decreto, as novas alíquotas do IPI já estão em vigor.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



