Bolsonaro vai esperar 2026 para colher a destruição que plantou, diz Marcos Nobre
‘O partido digital bolsonarista continuará atuando de maneira desleal’, afirma professor
O presidente Jair Bolsonaro (PL) não deixará de ser uma ameaça à democracia brasileira caso não seja reeleito na eleição de outubro deste ano. Mesmo com uma possível revés no pleito nacional, avalia o filósofo Marcos Nobre, o ex-capitão não será derrotado politicamente. “A base de apoio de Bolsonaro, que é algo em torno de 30%, é muito significativa e não inviabiliza a sua sobrevivência política”, diz o professor da Unicamp e presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em entrevista a CartaCapital. “Não é porque Bolsonaro poderá ser derrotado eleitoralmente que politicamente ele será derrotado. O partido digital bolsonarista continuará atuando de maneira desleal”.
Nobre, que acaba de lançar o livro ‘Limites da Democracia – de junho de 2013 ao governo Bolsonaro’, pela editora Todavia, afirma ainda que Bolsonaro deverá se candidatar para recuperar o poder.
“Em 2026, é possível que quem for eleito vencendo o Bolsonaro consiga reconstruir o País que foi destruído pelo Bolsonaro em quatro anos? É uma tarefa hercúlea”, declara o professor. O Bolsonaro estará em 2026 esperando o que ele plantou, que foi destruição”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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