Mundo
Johnson descarta antecipar eleições, apesar de sangria do gabinete
Subiu para 27 o número de conservadores que deixaram o gabinete desde terça-feira, em protesto contra o polêmico premiê
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, descartou nesta quarta-feira 6 a possibilidade de convocar eleições antecipadas, apesar da renúncia de quase 30 membros de seu governo em menos de 24 horas, em protesto contra a legitimidade de um líder cercado por escândalos.
“Realmente, não acho que ninguém neste país queira que os políticos se dediquem agora a fazer campanha eleitoral. E acho que precisamos continuar servindo aos nossos eleitores e nos ocupando dos temas, com os quais eles se preocupam”, declarou Johnson a um comitê especial formado pelos presidentes das diferentes comissões parlamentares.
Outros cinco secretários de Estado (cargo equivalente a ministro) do governo de Boris Johnson renunciaram, em uma carta conjunta entregue hoje. Com isso, sobe para 27 o número de conservadores que deixaram o gabinete desde terça-feira, em protesto contra o polêmico premiê.
“De boa-fé, devemos pedir-lhe que, pelo bem do partido e do país, que se afaste”, afirma o quinteto em sua carta, em meio ao número cada vez maior de pedidos de renúncia de Johnson entre as fileiras de seu próprio Partido Conservador.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


