Política
Escolha do vice de José Serra agrava crise no PSDB paulistano
José Serra escolhe Alexandre Schneider, ex-secretário da Educação de Kassab, como vice e deixa tucanos alckmistas insatisfeitos
A escolha do ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider (PSD) como vice na chapa de José Serra à prefeitura de São Paulo agravou a briga entre os tucanos na cidade. A decisão, tomada no sábado 30, é uma vitória do prefeito Gilberto Kassab e deixa insatisfeitos os tucanos mais próximos ao governador Geraldo Alckmin.
No fim de semana, alguns tucanos mostraram publicamente a bronca com a decisão. O tesoureiro do PSDB do estado, Fábio Lepique, criticou o vereador Floriano Pesaro e outros membros do diretório municipal pelo seu Twitter. Ao Estadão, o secretário estadual de Energia, José Anibal, disse que o “PSD é o cupim do PSDB em São Paulo”.
Os tucanos reclamam por dois motivos. Primeiro, acreditam que o PSD já havia “ganho demais” com a . O “chapão” deixou de fora mais de 50 tucanos que podiam ser candidatos a vereador e deve diminuir a bancada tucana na capital. Como o PSDB já havia cedido na eleição proporcional, alguns tucanos acreditam que a vice na chapa majoritária deveria ficar com o próprio PSDB.
Mais sobre as eleições em SP:
Além disso, o nome de Schneider também é mal visto por Alckmin e seus aliados. Schneider, então no PSDB, não ficou ao lado do seu partido na eleição de 2008. Ele abandonou a candidatura de Alckmin à prefeitura paulista e apoiou Kassab, então no DEM, a pedido de José Serra.
Schneider: “discussão é normal”
Em entrevista nesta segunda-feira 2, Schneider disse que teve uma conversa “boa e cordial” pelo telefone com Alckmin após ser escolhido por Serra. Ele minimizou a crise dentro do PSDB, dizendo que a discussão é normal e não afeta a sua campanha.
“É normal que você tenha uma discussão antes do processo eleitoral se iniciar sobre preferências. E a gente tem que respeitar essas preferências,” disse o candidato. “Eu me sinto muito tranquilo e acho que é natural que se coloquem umas questões durante o processo. Depois do processo finalizado, é hora de ir para a rua e buscar voto.”
Segundo Serra, o PSD nunca exigiu o cargo de vice. Ele disse ter levado em conta a “confiança pessoal” depositada em Schneider. “O Alexandre tem uma suavidade indestrutível”, disse Serra, segundo quem Schneider será seu “lado bonzinho”.
Atualizada às 16h30
A escolha do ex-secretário municipal de Educação Alexandre Schneider (PSD) como vice na chapa de José Serra à prefeitura de São Paulo agravou a briga entre os tucanos na cidade. A decisão, tomada no sábado 30, é uma vitória do prefeito Gilberto Kassab e deixa insatisfeitos os tucanos mais próximos ao governador Geraldo Alckmin.
No fim de semana, alguns tucanos mostraram publicamente a bronca com a decisão. O tesoureiro do PSDB do estado, Fábio Lepique, criticou o vereador Floriano Pesaro e outros membros do diretório municipal pelo seu Twitter. Ao Estadão, o secretário estadual de Energia, José Anibal, disse que o “PSD é o cupim do PSDB em São Paulo”.
Os tucanos reclamam por dois motivos. Primeiro, acreditam que o PSD já havia “ganho demais” com a . O “chapão” deixou de fora mais de 50 tucanos que podiam ser candidatos a vereador e deve diminuir a bancada tucana na capital. Como o PSDB já havia cedido na eleição proporcional, alguns tucanos acreditam que a vice na chapa majoritária deveria ficar com o próprio PSDB.
Mais sobre as eleições em SP:
Além disso, o nome de Schneider também é mal visto por Alckmin e seus aliados. Schneider, então no PSDB, não ficou ao lado do seu partido na eleição de 2008. Ele abandonou a candidatura de Alckmin à prefeitura paulista e apoiou Kassab, então no DEM, a pedido de José Serra.
Schneider: “discussão é normal”
Em entrevista nesta segunda-feira 2, Schneider disse que teve uma conversa “boa e cordial” pelo telefone com Alckmin após ser escolhido por Serra. Ele minimizou a crise dentro do PSDB, dizendo que a discussão é normal e não afeta a sua campanha.
“É normal que você tenha uma discussão antes do processo eleitoral se iniciar sobre preferências. E a gente tem que respeitar essas preferências,” disse o candidato. “Eu me sinto muito tranquilo e acho que é natural que se coloquem umas questões durante o processo. Depois do processo finalizado, é hora de ir para a rua e buscar voto.”
Segundo Serra, o PSD nunca exigiu o cargo de vice. Ele disse ter levado em conta a “confiança pessoal” depositada em Schneider. “O Alexandre tem uma suavidade indestrutível”, disse Serra, segundo quem Schneider será seu “lado bonzinho”.
Atualizada às 16h30
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.

