CartaCapital
Partido de Bolsonaro é o campeão em emendas no orçamento secreto em 2022
Parlamentares da legenda solicitaram em ano eleitoral R$ 699 milhões de recursos públicos
Casa do presidente Jair Bolsonaro desde novembro do ano passado, o PL se tornou em 2022 o partido com o maior volume de indicações ao orçamento secreto, mecanismo de distribuição de verba pública utilizado pelo governo para angariar apoio no Congresso.
Parlamentares da legenda solicitaram em ano eleitoral R$ 699 milhões de recursos públicos para serem gastos em seus estados. Com isso, a sigla superou o PP, mais agraciado nos últimos dois anos e que agora está em terceiro lugar, atrás também do MDB.
O orçamento secreto foi um instrumento criado no atual governo por meio do qual parlamentares indicam como e onde o Executivo deve gastar parte de seu caixa. Eles o faziam sem que seus nomes fossem divulgados.
Por determinação do STF, porém, o Congresso foi obrigado a enviar à Corte quem destinou verbas em 2020 e 2021, biênio em que os congressistas usaram o mecanismo sem transparência para irrigar seus redutos com R$ 36,4 bilhões.
Levantamento feito pelo GLOBO apontou que deputados e senadores admitiram ao STF a indicação de R$ 11 bilhões em dois anos, o equivalente a 30% do total empenhado (quando o governo reserva o dinheiro a ser gasto).
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Deputado aponta gastos duplicados no cartão corporativo de Bolsonaro e decide acionar o TCU
Por CartaCapital
Eduardo Bolsonaro e Daniel Silveira são os que mais recebem denúncias no Conselho de Ética
Por CartaCapital



