Economia
Índia suspende exportação de trigo e pode agravar crise de abastecimento mundial
Ministros de Agricultura do G7 se manifestaram contra a medida e em defesa da manutenção de mercados abertos
A Índia proibiu as exportações de trigo neste sábado 14, apenas alguns dias depois de dizer que estava visando embarques recordes este ano, uma vez que uma onda de calor escaldante reduziu a produção e os preços domésticos dispararam para uma alta histórica.
A medida foi duramente criticada pelos ministros de Agricultura do G7, reunidos na Alemanha, que afirmaram que a decisão do governo indiano “agravará a crise” de provisionamento mundial de cereais provocada pela guerra da Ucrânia.
“Se todos começarem a restringir exportações ou fechar seus mercados, a crise se agravará e isso prejudicará também a Índia e seus agricultores”, disse o ministro alemão, Cem Özdemir.
“Instamos a Índia a assumir suas responsabilidades como membro do G20”, grupo que reúne as principais economias e países emergentes, acrescentou.
Özdemir destacou que o G7 “tem se pronunciado contra as restrições a exportações e defendido a manutenção dos mercados abertos”.
O governo indiano disse que permitirá apenas as exportações apoiadas por cartas de crédito já emitidas e para países que solicitem suprimentos “para atender às suas necessidades de segurança alimentar”.
Os compradores globais estavam apostando no fornecimento do segundo maior produtor de trigo do mundo depois que as exportações da região do Mar Negro caíram após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro. Antes da proibição, a Índia pretendia embarcar um recorde de 10 milhões de toneladas este ano.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



