Política
Lewandowski recebe pedido de desculpas de mesário que o ofendeu
Homem que chamou ministro de “Liberandowski” e perguntou se ele já havia abraçado José Dirceu quer ser “amigo” do magistrado
O mesário que ofendeu Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e revisor do “mensalão”, enquanto ele votava no domingo 28, em São Paulo, enviou uma carta de desculpas ao magistrado. O publicitário, que não teve a identidade revelada pelo juiz, perguntou se ele já havia “dado um abraço em José Dirceu” e o chamou de “Liberandowski”.
As ofensas teriam ocorrido devido à decisão do juiz em absolver o ex-ministro José Dirceu, apontado pela acusação como o chefe do esquema de compra de votos no Congresso, e José Genoino. Ambos foram considerados culpados pelo colegiado por formação de quadrilha e corrupção ativa.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o mesário conseguiu o endereço do ministro no cadastro da Justiça Eleitoral. O magistrado não estava em casa quando o homem levou a carta, mas o segurança do local confirmou que se tratava do mesário da sessão do revisor do “mensalão”.
Lewandowski teria se assustado, mas liberou parte da carta na qual o publicitário pede “perdão” por seu comportamento e diz-se arrependido pelas ofensas. “Fui manipulado pelos repórteres que ali estavam a comentar algo, e de ato não pensado, infelizmente, acabei soltando o que não devia”, escreveu. “Agi da pior maneira, sem querer, insultando não somente um cidadão de bem, mas também, um ministro do Superior (sic) Tribunal Federal.”
O homem ainda negou que tenha apelidado o ministro e finalizou a carta dizendo que se Lewandowski aceitar, podem ser “amigos”.
O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, minimizou na segunda-feira 29 a hostilidade sofrida pelo colega. “Conversei com o ministro e não está havendo predisposição coletiva para hostilizá-lo, o que é certo que não haja. Se a cada voto formos interpelados e insultados, não teremos mais condições psicológicas para trabalhar em paz”, disse a jornalistas.
Ayres Britto destacou também que Lewandowski não respondeu às ofensas, porque “foi votar como cidadão, com espírito desarmado”.
De acordo com Britto, o revisor tem agido na Ação Penal 470 com a autonomia conferida a todos os juízes, que sempre devem votar “com equidistância e desassombro, sem medo, sem receio de desagradar quem quer que seja”.
Com informações Agência Brasil.
O mesário que ofendeu Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e revisor do “mensalão”, enquanto ele votava no domingo 28, em São Paulo, enviou uma carta de desculpas ao magistrado. O publicitário, que não teve a identidade revelada pelo juiz, perguntou se ele já havia “dado um abraço em José Dirceu” e o chamou de “Liberandowski”.
As ofensas teriam ocorrido devido à decisão do juiz em absolver o ex-ministro José Dirceu, apontado pela acusação como o chefe do esquema de compra de votos no Congresso, e José Genoino. Ambos foram considerados culpados pelo colegiado por formação de quadrilha e corrupção ativa.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o mesário conseguiu o endereço do ministro no cadastro da Justiça Eleitoral. O magistrado não estava em casa quando o homem levou a carta, mas o segurança do local confirmou que se tratava do mesário da sessão do revisor do “mensalão”.
Lewandowski teria se assustado, mas liberou parte da carta na qual o publicitário pede “perdão” por seu comportamento e diz-se arrependido pelas ofensas. “Fui manipulado pelos repórteres que ali estavam a comentar algo, e de ato não pensado, infelizmente, acabei soltando o que não devia”, escreveu. “Agi da pior maneira, sem querer, insultando não somente um cidadão de bem, mas também, um ministro do Superior (sic) Tribunal Federal.”
O homem ainda negou que tenha apelidado o ministro e finalizou a carta dizendo que se Lewandowski aceitar, podem ser “amigos”.
O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, minimizou na segunda-feira 29 a hostilidade sofrida pelo colega. “Conversei com o ministro e não está havendo predisposição coletiva para hostilizá-lo, o que é certo que não haja. Se a cada voto formos interpelados e insultados, não teremos mais condições psicológicas para trabalhar em paz”, disse a jornalistas.
Ayres Britto destacou também que Lewandowski não respondeu às ofensas, porque “foi votar como cidadão, com espírito desarmado”.
De acordo com Britto, o revisor tem agido na Ação Penal 470 com a autonomia conferida a todos os juízes, que sempre devem votar “com equidistância e desassombro, sem medo, sem receio de desagradar quem quer que seja”.
Com informações Agência Brasil.
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