CartaExpressa
Rodrigo Pacheco descarta, por ora, instalação de CPIs em ano eleitoral
Governo e oposição travaram uma disputa por assinaturas para a formação de Comissões que investiguem as denúncias de corrupção no MEC e obras inacabadas durante os governos petistas
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), descartou, por ora, a instalação de alguma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue as denúncias de corrupção no Ministério da Educação ou que apure obras inacabadas durante os governos petistas.
Na última semana, governo e oposição travaram uma disputa por assinaturas para a formação de CPIs neste ano eleitoral. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) chegou a conseguir o apoio necessário de 27 colegas para a criação da CPI do MEC. No entanto, alguns parlamentares retiraram suas assinaturas.
A base aliada do presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiu e ameaçou protocolar o pedido para abertura de uma outra comissão que atingisse gestões federais do PT.
Em conversa com jornalistas nesta terça-feira 19, Pacheco apontou as dificuldades para a composição de uma CPI e atribuiu a guerra entre governo e oposição ao ano eleitoral.
Apesar da ameaça, senadores aliados de Bolsonaro, após o insucesso de Randolfe, não protocolaram o pedido. “Não chegou nada à minha mesa”, confirmou Pacheco.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



