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31º dia de guerra: Kiev decreta novo toque de recolher e Biden se reúne com ministros ucranianos
Segundo a Rússia, ‘os principais objetivos da primeira fase da operação foram alcançados’
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, decretou um novo toque de recolher na capital ucraniana entre a noite deste sábado 26, 31º dia da guerra deflagrada pela Rússia, e a manhã da segunda-feira 28.
“O comando militar decidiu reforçar o toque de recolher. Vai durar das 20h de sábado até as 7h de segunda-feira, 28 de março”, informou o prefeito no Telegram.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reuniu-se neste sábado com os ministros das Relações Exteriores e da Defesa da Ucrânia no Hotel Marriott do centro de Varsóvia, em suas primeiras conversas com autoridades de Kiev desde o início da invasão russa.
Durante o encontro, Biden esteve ao lado de seus secretários de Estado, Antony Blinken, e da Defesa, Lloyd Austin.
À frente, estavam o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, e seu colega da Defesa, Oleksiy Reznikov.
Nova fase?
O vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Sergei Rudskoy, afirmou na sexta-feira 25 que “os principais objetivos da primeira fase da operação [na Ucrânia] foram alcançados” e que “a capacidade de combate das forças ucranianas foi significativamente reduzida”.
Com isso, alega o governo russo, o exército terá como foco a “libertação” da região do Donbass, no leste da Ucrânia, de língua majoritariamente russa. Nessa área estão os territórios separatistas de Lugansk e Donetsk, reconhecidos como independentes por Moscou.
A AFP disse haver relatos de que as tropas russas foram forçadas a recuar para regiões ao redor de Kiev e enfrentaram uma contra-ofensiva em Kherson, a única grande cidade que conseguiram tomar desde o início da guerra, em 24 de fevereiro.
“Os ucranianos estão tentando tomar Kherson”, declarou à agência um alto funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. “Não podemos dizer quem está no controle de Kherson, mas não está tão fortemente sob o controle russo como antes.”
Na sexta, o comando da força aérea ucraniana em Vinnitsa (centro) foi atingido por uma salva de mísseis de cruzeiro, que causaram “danos importantes”, de acordo com as Forças Armadas ucranianas.
Em Kharkov (leste), o prefeito denunciou bombardeios “indiscriminados” que teriam deixado pelo menos quatro mortos.
O exército de Vladimir Putin reconheceu na manhã de sexta que 1.351 de seus soldados morreram e 3.825 ficaram feridos desde o início da ofensiva militar.
(Com informações da AFP)
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