Mundo
Empresas denunciam Microsoft à Comissão Europeia por práticas anticompetitivas
Companhia estaria limitando a escolha do consumidor no mercado de serviços em nuvem, dizem denunciantes
Três empresas entraram com uma queixa na Comissão Europeia contra a Microsoft, acusando a gigante de tecnologia americana de práticas anticompetitivas em seus serviços em nuvem, disseram diferentes fontes à AFP.
A Microsoft “está prejudicando a concorrência justa e limitando a escolha do consumidor” no mercado de serviços em nuvem, disse uma dessas empresas, a francesa OVHcloud, em comunicado enviado à AFP.
As empresas reclamam que, sob certas cláusulas dos contratos de licença da Microsoft para seus serviços Office 365, as tarifas são mais caras se o software não for baseado na infraestrutura do Azure, de propriedade do grupo americano.
Também alegam que a experiência do usuário é pior e que há incompatibilidades com outros produtos da Microsoft caso não funcionem com o Azure.
Em comunicado à AFP, a Microsoft disse que “os provedores europeus de serviços em nuvem construíram modelos de negócios bem-sucedidos com software e serviços da Microsoft” e que tinham muitas opções para usá-los.
“Avaliamos continuamente a melhor forma de oferecer suporte aos nossos parceiros e disponibilizar o software da Microsoft para todos os nossos clientes em todos os ambientes, incluindo aqueles com outros provedores de serviços em nuvem”, acrescentou.
A queixa, relatada pela primeira vez esta semana pelo Wall Street Journal, foi apresentada no verão passado junto à autoridade de concorrência da Comissão Europeia.
A Microsoft já é alvo de uma reclamação semelhante desde o início de 2021 também perante a Comissão Europeia por outro grupo de empresas.
A gigante americana recebeu várias multas de Bruxelas por práticas anticompetitivas ligadas ao seu navegador Internet Explorer, ao sistema operacional Windows ou às suas regras de licenciamento de programas.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



