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Direita usa guerra para pintar Bolsonaro como ‘líder mundial’ e parceiro de Putin

O levantamento foi feito pelo Monitor de WhatsApp do projeto Eleições Sem Fake da UFMG

Direita usa guerra para pintar Bolsonaro como ‘líder mundial’ e parceiro de Putin
Direita usa guerra para pintar Bolsonaro como ‘líder mundial’ e parceiro de Putin
Bolsonaro não cedeu aos apelos de Blinken e do governo Biden. Após seguir os protocolos sanitários que se recusa a cumprir no Brasil, o ex-capitão apertou a mão de Putin – Imagem: Freddie Everett/Departamento de Estado dos EUA e Alan Santos/PR
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Se o Brasil evita se posicionar sobre a guerra e adotou um discurso de defesa da paz, como disse o chanceler Carlos França, nos grupos de WhatsApp a direita bolsonarista vem se movimentando de forma bem diferente.

A viagem de Bolsonaro à Russia, a mega alta dos combustíveis no Brasil e a importação de fertilizantes daquele país estão por trás da estratégia de colocar o presidente como um estrategista mundial assediado por Vladmir Putin.

A mensagem mais compartilhada nos grupos diz que a Rússia vai fornecer fertilizantes ao Brasil em troca de alimentos; irá montar fábricas de avião no Brasil, promover exercícios militares conjuntos, vender combustível abaixo dos preços da OPEP e que estuda-se a construção de uma Base Espacial de Lançamento de Veículos Especiais no Brasil. “Nosso Presidente BOLSONARO não dá ponto sem nó!”, termina a mensagem.

Nota-se que o viral aponta que a conversa entre Bolsonaro e Putin vai resolver ao menos questões reais voltadas à baila nos últimos dias: investimentos econômicos, redução no preço da gasolina e a importação da Rússia de 23% dos fertilizantes usados no Brasil.

O levantamento foi feito pelo Monitor de WhatsApp do projeto Eleições Sem Fake da UFMG, ferramenta também disponibilizada ao TSE para monitoramento de grupos fechados.

“O que se pode ver nessa mensagem é algo muito típico do bolsonarismo. O culto à personalidade do ‘líder genial’, cujas ações são sempre benéficas ao país e o devaneio sobre ganhos econômicos e militares, cuja veracidade é o que menos importa, já que se crê na narrativa”, avalia o cientista político Cláudio Couto.

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