Sociedade
Memória: Pinguelli Rosa era um defensor intransigente do País
O notável físico e professor presidiu a Eletrobras no primeiro governo Lula e dirigiu por quatro mandatos o Coppe/UFRJ, do qual era professor emérito
O notável físico e professor Luiz Pinguelli Rosa morreu na quinta-feira 3 no Rio de Janeiro, aos 80 anos, no Hospital São Lucas, após longa enfermidade. Pinguelli Rosa presidiu a Eletrobras no primeiro governo Lula e dirigiu por quatro mandatos o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Coppe/UFRJ, do qual era professor emérito.
Em nota, a ex-presidente Dilma Rousseff disse que ele foi um “visionário defensor da ciência e do País, um nacionalista que colocou o Brasil e os interesses do povo no centro de todo o seu trabalho intelectual e científico”. Ildo Sauer, professor titular de Energia da USP e ex-diretor da Petrobras, lamentou o falecimento. “O professor Pinguelli Rosa representa pessoalmente para mim uma grande inspiração, como meu co-orientador de mestrado, líder na formação de grandes educadores, profissionais cientistas no Brasil. Liderou a luta no campo da ciência e tecnologia, de modo particular no campo da energia, pela construção de um Brasil justo, humanitário, igualitário, pela capacidade de desenvolvimento autônomo, apropriação dos recursos naturais de maneira sustentável para a transformação social do País. O legado dele é imenso, só não é maior do que a tristeza que nos acomete pela perda.”
Segundo Sauer, “ele estava, apesar da doença, engajado profundamente na luta em defesa do petróleo, mas acima de tudo, nos dias recentes, mesmo enfermo, contra a privatização da Eletrobras. O exemplo que nos deixa é de uma extraordinária pessoa e figura humana, inspirador de uma geração enorme de cientistas e educadores, de um compromisso inabalável com o Brasil, especialmente com as lutas sociais”.
Pinguelli Rosa recebeu vários prêmios de instituições científicas, no Brasil e no exterior.
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