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Rússia diz atacar instalações militares da Ucrânia com ‘armas de alta precisão’; sirenes soam em Kiev
‘Infraestrutura, instalações de defesa aérea, aeródromos militares e a aviação das forças armadas ucranianas estão sendo neutralizadas’, segundo o Exército de Putin
O Exército russo afirmou nesta quinta-feira 24 que está atacando instalações militares na Ucrânia com “armas de alta precisão”, após o início de uma ofensiva militar. A informação foi divulgada por agências de notícias da Rússia.
“Infraestrutura militar, instalações de defesa aérea, aeródromos militares e a aviação das forças armadas ucranianas estão sendo neutralizadas com armas de alta precisão”, declarou o Ministério da Defesa russo, citado pela agência TASS.
Por volta das 2h desta quinta (horário de Brasília), sirenes soaram para alertar sobre bombardeios em Kiev, de acordo com a agência AFP.
Explosões foram ouvidas por jornalistas da agência no centro de Kiev e em outras cidades ucranianas pouco após o anúncio do presidente russo, Vladimir Putin, de uma operação militar contra a Ucrânia.
Na cidade portuária de Mariupol, a principal metrópole controlada por Kiev perto da linha de frente no leste do país, também foram percebidas fortes explosões, assim como em Odessa, no Mar Negro.
Em Kramatorsk, cidade que serve de quartel-general para as forças ucranianas, foram ouvidas pelo menos quatro fortes explosões, conforme jornalistas da AFP.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, confirmou que a Rússia está atacando a “infraestrutura militar” e os postos de fronteira ucranianos, e pediu à população que não entre em pânico.
Em uma mensagem de vídeo no Facebook após o início da operação militar russa, Zelensky decretou a lei marcial em todo o país e disse que conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
Putin anunciou nesta quinta 24 uma operação militar na Ucrânia para defender os separatistas no leste do país.
“Tomei a decisão por uma operação militar”, declarou Putin em uma mensagem televisionada inesperada pouco antes da meia-noite pelo horário de Brasília.
Na mensagem, o mandatário russo pediu aos militares ucranianos que “deponham as armas”. A ação ocorrerá na região de Donbass, onde ficam as repúblicas de Donetsk e Lugansk, cuja independência foi reconhecida por Putin no início desta semana.
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