Mundo

Após recusa de Bolsonaro, Lula recebe convite para posse de Boric

O petista, porém, preferiu não comparecer à cerimônia, a fim de evitar desgaste institucional e diplomático

Após recusa de Bolsonaro, Lula recebe convite para posse de Boric
Após recusa de Bolsonaro, Lula recebe convite para posse de Boric
Lula e Gabriel Boric. Fotos: Ricardo Stuckert e Martin Bernetti/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, convidou o ex-presidente Lula para sua posse, em 11 de março. A oferta ocorreu após Jair Bolsonaro decidir não comparecer à cerimônia em Santiago.

Lula, porém, optou por não participar da posse de Boric para evitar desgaste institucional e diplomático – ele enviará uma carta ao chileno. Seria um movimento inédito do petista, que não compareceu a cerimônias do tipo depois de deixar a Presidência. Na posse de Boric, o Brasil será representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

No fim de janeiro, Lula foi convidado a participar da posse da presidenta Xiomara Castro, em Honduras. Prestes a iniciar a pré-campanha eleitoral, no entanto, declinou da oferta.

O PT foi representado na solenidade hondurenha pela ex-presidenta Dilma Rousseff, ovacionada durante um evento na Universidade Autônoma de Honduras.

Apesar de recusar o convite para seguir ao Chile, Lula não abdicou das viagens internacionais. Na semana que vem, ele voará ao México, onde visitará o presidente Manuel López Obrador.

Em dezembro, Boric, um jovem esquerdista de 35 anos que encabeçou a aliança Apruebo Dignidad, derrotou o candidato de extrema-direita José Antonio Kast.

No mês seguinte, o presidente eleito afirmou que deseja “trabalhar ao lado” de Lula, caso o petista confirme o favoritismo e vença o pleito de outubro.

“Espero trabalhar ao lado de Luis Arce, na Bolívia, de Lula se ele ganhar as eleições no Brasil, de Gustavo Petro, cuja experiência se consolida na Colômbia. Acho que pode ser um eixo interessante”, declarou Boric em entrevista à BBC News.

Em janeiro, Boric anunciou a composição de sua equipe ministerial, formada por maioria de mulheres e um economista ligado aos socialistas chilenos. Ao todo, das 24 cadeiras disponíveis, 14 serão comandadas por mulheres. O presidente eleito também integrou partidos de centro-esquerda ausentes na coalizão que o levou ao poder. A principal aliança com outsiders se deu no Ministério da Fazenda, que ficará com Mario Marcel, membro do Partido Socialista.

Outro destaque na nomeação da equipe de Boric ficou a cargo de Maya Fernanda Allende, neta do ex-presidente Salvador Allende, deposto pelo golpe de Augusto Pinochet. Ela é deputada do Partido Socialista e comandará a Defesa.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo