CartaExpressa
PF com Bolsonaro prendeu menos por corrupção e reduziu número de inquéritos
O número de prisões de pessoas investigadas por corrupção cai desde 2018
A Polícia Federal, desde o início do governo de Jair Bolsonaro, abriu menos inquéritos para apurar corrupção e fez menos prisões de suspeitos de terem praticado o crime. Desde 2019, porém, a PF fez mais operações de combate à corrupção do que em anos anteriores. As informações são do jornal O Globo desta sexta-feira 18.
O tema voltou ao foco após o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos) criticar a atuação da PF sob Bolsonaro. Os ataques geraram reação na PF, que divulgou nota rebatendo o ex-juiz. No texto, Moro foi chamado de mentiroso e acusado de desconhecer a corporação, além de tentar usar os fatos para fazer ‘trampolim político’.
De acordo com o jornal, o número de prisões de pessoas investigadas por corrupção vem caindo desde 2018. Já as investigações abertas para apurar o crime aumentaram em 2019, voltando a cair nos anos seguintes. As operações, segundo a publicação, focaram em supostos desvios durante a pandemia.
Sob Bolsonaro e Moro, a PF conviveu com acusações de ser usada para perseguir politicamente opositores do governo. Casos recentes como a operação contra Ciro Gomes e seu irmão Cid Gomes, que resgata episódios ocorridos em 2010, são exemplos dessa suspeita. Quando esteve na Justiça, Moro foi o ministro que mais abriu investigações para proteger um presidente nos últimos 25 anos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



