Sociedade
Ministro da Justiça quer anistiar donos de armas irregulares via MP
Trata-se de uma antiga reivindicação da bancada da bala no Congresso Nacional que, agora, pode avançar no governo Bolsonaro
O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres, afirmou que levará ao presidente Jair Bolsonaro a proposta de elaboração de uma Medida Provisória para anistiar os donos de armas de fogo irregulares.
“É uma questão fundamental regularizar essas armas, para que possamos saber onde estão e a quem pertencem. Hoje não temos conhecimento nenhum sobre grande parte delas”, disse Torres ao jornal Folha de S.Paulo.
Trata-se de uma histórica reivindicação da bancada da bala no Congresso Nacional que, agora, pode avançar no governo Bolsonaro.
Se editada pela gestão federal, a MP passa a ter força de lei imediatamente, mas, para não caducar, tem de ser chancelada pela Câmara e pelo Senado.
Ainda no início de 2019, o governo considerou editar um decreto que anistiaria os portadores de armas que perderam prazo para recadastramento. No entanto, a equipe jurídica do Palácio do Planalto avaliou que, por haver necessidade de alteração legislativa, a medida teria de avançar via MP ou projeto de lei.
Com a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, em 2003, os proprietários de armas, legalizadas ou não, tiveram até o fim de 2009 para regularizá-las ou promoverem o descarte, livres de qualquer sanção. Quem não registrou a arma naquele período e a mantém em casa comete crime de posse ilegal.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


