Política
Ciro Nogueira ignora atraso e diz que vacina para crianças é ‘promessa cumprida’ pelo governo
O ministro da Casa Civil – e um dos líderes do Centrão – também escondeu a cruzada antivacina liderada pelo presidente Jair Bolsonaro
Ministro da Casa Civil e um dos líderes do Centrão, Ciro Nogueira usou as redes sociais nesta quinta-feira 13 para exaltar o governo de Jair Bolsonaro pela chegada do 1º lote de vacinas pediátricas da Pfizer contra a Covid-19. Ele omitiu, no entanto, a demora da gestão federal após o aval concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária à imunização de crianças entre 5 e 11 anos.
Nogueira também escondeu a constante propaganda antivacina do presidente Jair Bolsonaro, que não hesita em desestimular a adesão de pais à imunização das crianças.
“Já chegaram ao Brasil as primeiras doses pediátricas da vacina da Pfizer contra a Covid-19. Serão 20 milhões distribuídas no primeiro trimestre. Mais uma vez, o governo federal cumpre com a promessa de garantir vacinas para todos os brasileiros que busquem se imunizar”, escreveu o senador licenciado pelo PP do Piauí.
Um dia antes da chegada das primeiras doses pediátricas, Bolsonaro deu sequência às suas tentativas de atrapalhar a imunização. Na quarta-feira 12, ele disse que cobra do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, uma propaganda que, na prática, seria contra a vacinação, por meio da divulgação de dados não comprovados sobre supostos efeitos adversos.
“Eu cobrei ontem [terça-feira 11] do ministro Queiroga a divulgação das pessoas com efeito colateral. Quantas pessoas estão tendo reações adversas no Brasil pós-vacina? Quantas pessoas estão morrendo por outras causas e estão sendo creditadas ao Covid?”, disse em entrevista ao canal bolsonarista Gazeta do Brasil.
O ex-capitão usou boa parte do tempo para criticar a imunização de crianças entre 5 e 11 anos. Na conversa, repetiu a sugestão de que as mortes de mais de 300 crianças não justificariam a vacinação.
Nesta quinta, ao receber o 1º lote de vacinas pediátricas da Pfizer, Queiroga declarou que “existe segurança atestada não só pela Anvisa, mas por outras agências regulatórias, para aplicação dessas vacinas“.
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