Política

Não é hora de dizer que a Ômicron é ‘bem-vinda’, reforça OMS

Jair Bolsonaro declarou que a cepa poderia ser um ‘vírus vacinal’ e ‘bem-vinda’ por sinalizar ‘o fim da pandemia’

Não é hora de dizer que a Ômicron é ‘bem-vinda’, reforça OMS
Não é hora de dizer que a Ômicron é ‘bem-vinda’, reforça OMS
Foto: Fabrice Coffrini/AFP
Apoie Siga-nos no

A Organização Mundial da Saúde reforçou, nesta quarta-feira 12, que a variante Ômicron não pode ser classificada como “bem-vinda” e que se trata de “um vírus perigoso”.

As declarações vêm horas depois de o presidente Jair Bolsonaro afirmar, em entrevista a um site bolsonarista, que a nova cepa poderia ser “bem-vinda” por “sinalizar o fim da pandemia”.

“Este não é o momento de declarar que o vírus é bem-vindo”, afirmou em uma coletiva de imprensa o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan. Na entrevista, o diretor da entidade, Tedros Adhanom, disse que, “embora a Ômicron provoque uma doença menos severa que a Delta, continua a ser um vírus perigoso, especialmente para os não vacinados”.

Adhanom ainda destacou que não devemos oferecer “bandeira branca” ao vírus, especialmente com “tantas pessoas não vacinadas” ao redor do mundo. Ele demonstrou preocupação com a África, “onde mais de 85% da população ainda espera por uma única dose da vacina”.

A OMS voltou a reforçar que a “esmagadora maioria” dos pacientes hospitalizados com Covid-19 no mundo não se vacinaram.

Pela manhã, Bolsonaro disse que a Ômicron “tem uma capacidade de se difundir muito grande, mas de letalidade muito pequena”. Na sequência, em mais uma de de suas declarações desprovidas de embasamento científico, emendou que a cepa poderia ser “um vírus vacinal”.

“Algumas pessoas estudiosas e sérias e não vinculadas a farmacêuticas dizem que a Ômicron é bem-vinda e pode sim sinalizar o fim da pandemia”, completou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo