Política

As vivandeiras não dão trégua

A celebração do golpe de 1964 pelos militares de pijama acaba em pancadaria

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Mais uma vez, as vivandeiras da ditadura conseguiram despertar a atenção da mídia para os queixumes dos oficiais de pijama. Na quinta-feira 29, um evento organizado por militares da reserva para celebrar o aniversário da “Revolução de 1964” e atacar a instalação da Comissão da Verdade, dedicada à investigação dos crimes da ditadura, resultou em pancadaria.

 

 

Cerca de 350 manifestantes, incluindo militantes de movimentos sociais e partidos de esquerda, bloquearam a entrada principal do Círculo Militar, no Rio de Janeiro, e tentaram evitar a entrada dos convidados. Cada militar que chegava ao local era hostilizado e chamado de torturador, assassino, estuprador e covarde. Em meio ao empurra-empurra, um dos oficiais da reserva reagiu e trocou socos com um estudante. Ao levar um manifestante para o camburão, a polícia despertou a ira dos populares, que cercaram o veículo e reagiram com socos e pontapés.

Os manifestantes bloquearam a Avenida Rio Branco e o trânsito só foi liberado após a polícia usar bombas de efeito moral para dispersar o grupo. Familiares de mortos e desaparecidos durante a ditadura compareceram ao protesto. Alguns deles ajudaram a despejar tinta vermelha sobre as escadarias do Círculo Militar, para simbolizar o sangue derramado pela repressão nos anos de chumbo, e empunhavam cartazes exigindo a punição dos torturadores.

Mais uma vez, as vivandeiras da ditadura conseguiram despertar a atenção da mídia para os queixumes dos oficiais de pijama. Na quinta-feira 29, um evento organizado por militares da reserva para celebrar o aniversário da “Revolução de 1964” e atacar a instalação da Comissão da Verdade, dedicada à investigação dos crimes da ditadura, resultou em pancadaria.

 

 

Cerca de 350 manifestantes, incluindo militantes de movimentos sociais e partidos de esquerda, bloquearam a entrada principal do Círculo Militar, no Rio de Janeiro, e tentaram evitar a entrada dos convidados. Cada militar que chegava ao local era hostilizado e chamado de torturador, assassino, estuprador e covarde. Em meio ao empurra-empurra, um dos oficiais da reserva reagiu e trocou socos com um estudante. Ao levar um manifestante para o camburão, a polícia despertou a ira dos populares, que cercaram o veículo e reagiram com socos e pontapés.

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