CartaExpressa

Cúpula da PF avalia operação contra Ciro como ‘lavajatista’ e barra entrevista coletiva

Segundo o pedetista, uma parcela da corporação se rendeu ao presidente Jair Bolsonaro, a fim de ‘proteger os ladrões da família’

Cúpula da PF avalia operação contra Ciro como ‘lavajatista’ e barra entrevista coletiva
Cúpula da PF avalia operação contra Ciro como ‘lavajatista’ e barra entrevista coletiva
Ciro Gomes. Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

Delegados da Polícia Federal avaliam a ação desta quarta-feira 15 contra o presidenciável Ciro Gomes (PDT) como “lavajatista”. Diante da repercussão do episódio, dirigentes da corporação decidiram barrar uma entrevista coletiva que, tradicionalmente, é concedida após operações do tipo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o veículo, há uma divisão na cúpula da PF. Uma das partes avalia que, em vez de buscas na residência de Ciro, outras medidas poderiam ter sido adotadas, como as quebras dos sigilos bancário e fiscal.

Ciro reagiu à ação da PF. Segundo ele, uma parcela da corporação se rendeu ao presidente Jair Bolsonaro, a fim de “proteger os ladrões da família”. O pedetista criticou diretamente o diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, “um medíocre que nunca foi sequer superintendente e vai [ao cargo] pelas razões de ser compadre e amigo dos filhos do Bolsonaro”.

“Estou sendo vítima de uma grande arbitrariedade. A intenção é me constranger, calar a minha boca e abater a minha disposição de oferecer ao Brasil uma proposta que começa por dizer que o País não pode mais contemporizar com a corrupção. A intenção é me igualar com esse bando de picaretas que infernizaram a vida brasileira”, disse Ciro em entrevista à GloboNews.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo