CartaExpressa
Rio tem quase 10 mil inquéritos abertos sobre morte de crianças e adolescentes
Um relatório da Defensoria Pública do Rio de Janeiro mostra que tempo médio para resolução dos casos é de mais de oito anos
Um relatório da Defensoria Pública do Rio de Janeiro mostrou que o estado tem quase dez mil inquéritos abertos sobre a morte de crianças e adolescentes, nos últimos 21 anos. A maior parte dos casos, 80%, são de crimes dolosos, quando há intenção de matar.
Segundo o levantamento, de 9.542 casos de homicídios de pessoas com idade entre 0 e 17 anos cujas investigações estão em aberto, 79,5% deles (7.585) são crimes dolosos e 20,5% (1.957) são culposos. A cidade do Rio concentra 34,5% do total de casos (3.298).
Os crimes mais representativos são os praticados com arma de fogo, que correspondem a 50% do total. Os homicídios relacionados à atividade policial são 8,5% do total.
O relatório, feito com base em informações da Polícia Civil e do Instituto de Segurança Pública (ISP), ainda mostra que o tempo médio de espera para a conclusão dos inquéritos é de oito anos e três meses o que, para a defensoria, configura um sentimento de impunidade entre os familiares das vítimas.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



