Política
Witzel e Eduardo Paes disputam segundo turno no Rio de Janeiro
Ex-juiz e ex-prefeito carioca concorrer ao governo do estado na segunda etapa da eleição
O ex-prefeito Eduardo Paes, do DEM, e o ex-juiz federal Wilson Witzel, do PSC, disputarão o segundo das eleições ao governo do Rio de Janeiro.
Com 100% das urnas apuradas, Witzel registra 41,28% e Paes, 19,56%. Tarcísio Motta, do PSOL, tem 10,72% dos votos, e está à frente de Romário, do Podemos, que registra 8,70%.
O ex-juiz federal Wilson Witzel surpreendeu ao chegar ao segundo turno. Candidato do PSC, ele cresceu de última hora nas pesquisas.
Apoiador de Jair Bolsonaro, Witzel atuou em varas criminais do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Defende a adoção de um “modelo na Lava Jato” na criação de forças-tarefas para investigar a milícia e o tráfico de drogas.
Leia também:
Rio de Janeiro, uma eleição nas ruínas
Márcia Tiburi, uma filósofa na praça pública
Ao longo de boa parte da campanha, Paes disputou a vaga no segundo turno com Romário e o ex-governador Anthony Garotinho, do PRP. No fim de setembro, Garotinho teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
No início do ano, Paes desfiliou-se do MDB e buscou abrigo no DEM do deputado Rodrigo Maia, candidato à reeleição e presidente da Câmara.
Embora o antigo partido figure na sua coligação, busca desesperadamente se desvincular da imagem de Sérgio Cabral, ex-governador fluminense e seu padrinho na política, condenado a 100 anos de prisão por diversos crimes.
O ponto frágil é explorado pelos adversários, que não hesitam em constrangê-lo nos debates com perguntas sobre a Lava Jato e o escândalo da máfia dos ônibus, que também arrastou para a cadeia o emedebista Jorge Picciani, homem forte da Assembleia Legislativa do Rio.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


