Mundo
Opositores convocam protesto e greve contra o governo da Bolívia
O grupo exige o fim do que consideram uma perseguição política e a liberdade da ex-presidente Jeanine Áñez
Partidos e líderes civis opositores convocaram manifestações contra o presidente da Bolívia, o esquerdista Luis Arce, para exigir o fim do que consideram uma perseguição política e a liberdade da ex-presidente Jeanine Áñez.
O Comitê Cívico de Santa Cruz (CCSC), uma poderosa organização político-empresarial, convocou uma “grande passeata” para o próximo domingo (10) e uma greve nacional para segunda-feira (11).
A convocação tem a adesão dos ex-presidentes de direita Carlos Mesa (2003-2005) e Jorge Quiroga (2001-2002), do governador da rica região de Santa Cruz (leste), Luis Fernando Camacho, e de representantes do grupo Conselho Nacional de Defesa da Democracia (Conade).
Os opositores exigem que o governo “cesse a perseguição político-judicial no caso do falso golpe de estado e liberte os presos políticos”, disse o líder civil Rómulo Calvo.
Os governistas denunciam um “golpe de Estado” na revolta social de novembro de 2019 que acabou com a renúncia do então presidente Evo Morales, após 14 anos no poder, e com um balanço de 37 mortos, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.
Os opositores denunciam que Camacho – convocado pelo Ministério Público para depor por seu papel na saída de Morales – e os prefeitos de La Paz, Iván Arias, e de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, sofrem “perseguição político-judicial”.
Além disso, eles pedem a “libertação imediata” de Áñez, que está em prisão preventiva e é acusada de terrorismo, sedição e “genocídio” pelas mortes de 22 pessoas em ações das forças de segurança.
Também afirmam que são contrários a um projeto de lei contra a legitimação de ganhos financeiros, que consideram draconiano. A norma também é rejeitada pelos sindicatos de varejistas e empregadores.
Ao mesmo tempo, Morales convocou os seus seguidores para uma passeata em 12 de outubro até cidade de La Paz.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


