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Petrobras desligou usina por risco de ‘falha catastrófica’, diz jornal

Estatal ignorou pressão do ONS para manter a usina ligada

Petrobras desligou usina por risco de ‘falha catastrófica’, diz jornal
Petrobras desligou usina por risco de ‘falha catastrófica’, diz jornal
Sede da estatal Petrobras. Foto: Arquivo/Agência Brasil FOTO: AGÊNCIA BRASIL
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A Petrobras desligou uma usina termelétrica na cidade de Três Lagoas (MS) por risco de “falha catastrófica” na estrutura da unidade, segundo documento enviado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, ao Operador Nacional do Sistema, ONS, em 10 de setembro. A informação foi divulgada neste sábado 25, pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com o jornal, a Petrobras havia manifestado a necessidade de paralisar as operações da termelétrica de Três Lagoas para realizar uma manutenção importante. Porém, o ONS, responsável por determinar o que é gerado em cada usina no País, pressionou a Petrobras para manter a termelétrica de Três Lagoas ligada, segundo documento de 31 de agosto.

Para o ONS, a Petrobras deveria manter a máxima disponibilidade de unidades geradoras, por conta do atual cenário energético, “com cargas elevadas e alto despacho térmico”. Em sua orientação, a paralisação deveria ocorrer no feriado, entre 5 e 7 de setembro.

A Petrobras, por sua vez, ignorou a recomendação. A estatal disse que faria a paralisação “por recomendações do fabricante (dos equipamentos da usina) e da equipe de engenharia e, ainda, frente ao risco de falha catastrófica desta turbina”. O desligamento, então, ocorreu entre 3 e 5 de setembro.

Ao jornal, a Petrobras declarou que “solicitações de adiamento, postergação ou aprovação de paradas fazem parte da rotina operacional de relacionamento com o Operador Nacional do Sistema Elétrico”.

Já o ONS disse que “como uma das ações para o enfrentamento da escassez hídrica solicitou, em julho deste ano, a todas as usinas geradoras que adiassem suas manutenções a fim de aumentar a disponibilidade de geração”. O órgão disse ainda que “cabe ao agente avaliar a viabilidade técnica e operacional de acatar a solicitação ou não”.

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