Sociedade

MST diz que morte de liderança em Campos é resultado da violência do latifúndio

Ex-cortador de cana, o alagoano coordenava a ocupação do MST na Usina Cambahyba, em Campos

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Vitor Abdala


Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou nota em seu site no sábado 26 dizendo que a morte de Cícero Guedes, líder de uma ocupação sem-terra em Campos, no norte fluminense, é “resultado da violência do latifúndio”. O corpo de Cícero foi encontrado hoje  vários tiros, segundo o delegado Geraldo Rangel, que investiga o caso.

“A morte da companheiro Cícero é resultado da violência do latifúndio, da impunidade das mortes dos sem-terra e da lentidão do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] para assentar as famílias e fazer a reforma agrária. O MST exige que os culpados sejam julgados, condenados e presos”, diz a nota.

Segundo o MST, Cícero Guedes foi assassinado por pistoleiros. Ex-cortador de cana, o alagoano coordenava a ocupação do MST na Usina Cambahyba, em Campos. Ainda de acordo com a nota, ele era assentado desde 2002, no assentamento Zumbi dos Palmares, no norte do estado, mas resolveu continuar na “luta pela reforma agrária”.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil

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