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Detroit não receberá resgate federal

A cidade, ex-polo automobilístico norte-americano, pediu concordata por não poder pagar uma dívida de 18 bilhões de dólares

Detroit não receberá resgate federal
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Detroit pediu falência na última semana
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WASHINGTON, District of Columbia (AFP) – O governador de Michigan afirmou no domingo 21 que não buscará um resgate do governo dos EUA para Detroit, acrescentando que a falência era um caminho necessário para reconstruir a cidade. O local já foi um grande polo automobilístico norte-americano.

“Eu não espero um resgate. Já disse antes que o estado não pode resgatar a cidade de Detroit”, disse Rick Synder no talkshow da CBS, “Face the Nation”.

A cidade pediu concordata na quinta-feira, sobrecarregada com uma dívida de 18 bilhões de dólares e uma base fiscal empobrecida por décadas de perda populacional e problemas urbanos.

Esta é a maior cidade nos EUA a declarar falência e a medida foi surpreendente, apesar de décadas de má gestão fiscal ter tornado isso previsível.

Quase metade da dívida da cidade é destinado a planos de pensão sem fundos e benefícios de saúde para pessoas aposentadas, transformando os trabalhadores da cidade nos maiores perdedores em caso de uma reestruturação.

Steven Rattner, o ex-investidor que conduziu a reestruturação da GM e da Chrysler, pediu esta semana para o governo federal intervir com ajuda financeira.

O vice-presidente, Joe Biden, contudo, disse a repórteres esta semana que a administração não sabia o que fazer.

“Eu acredito que é muito difícil, agora, pedir apoio diretamente”, disse o prefeito Dave Bing, neste domingo ao “This Week” da rede ABC.

“Eles têm sido úteis, mas agora que já fizemos nossa solicitação de concordata, acredito que temos que recuar um pouco e ver o que vem a seguir”, acrescentou.

O republicano Snyder disse que ele buscaria ajuda federal para programas específicos como a demolição de alguns dos 78 mil prédios abandonados da cidade.

Contudo, ele disse que a falência era necessária para lidar com a dívida da cidade.

“São 60 anos de declínio. Estamos empurrando com a barriga por 60 anos. E minha perspectiva é que já é o bastante”, disse ao “Meet the Press” da NBC.

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