Mundo
Snowden: Bolívia, Nicarágua e Venezuela ofertam asilo
Evo Morales: “Digo aos europeus e aos americanos: vamos dar asilo se este norte-americano perseguido por seus compatriotas nos pedir. Não temos nenhum medo”
LA PAZ (AFP) – O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste sábado que oferecerá asilo ao fugitivo americano Edward Snowden se ele solicitá-lo, em um discurso durante um ato popular em Oruro (sudoeste).
“Como protesto quero dizer aos europeus e aos americanos: agora vamos dar asilo se este norte-americano perseguido por seus compatriotas nos pedir. Não temos nenhum medo”, disse o presidente.
Além disso, Morales afirmou estar disposto a conceder asilo “por razões humanitárias aos perseguidos politicamente por denunciar espionagem do governo dos Estados Unidos”.
O WikiLeaks, que fornece apoio a Snowden, informou que ele solicitou asilo a 27 países.
A chancelaria da Bolívia disse não ter recebido um pedido neste sentido.
Venezuela e Nicarágua, por sua vez, se declararam na sexta-feira dispostas a conceder asilo a Snowden, bloqueado há 14 dias na zona de trânsito do aeroporto de Moscou.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, herdeiro político do falecido Hugo Chávez, afirmou durante um ato de celebração da independência da Venezuela que ofereceria “asilo humanitário ao jovem Snowden (…) para proteger este jovem da perseguição desatada pelo império mais poderoso do mundo”.
E em Manágua o presidente Daniel Ortega também se pronunciou para conceder asilo, confirmando que a embaixada da Nicarágua em Moscou já recebeu um pedido neste sentido por parte de Snowden.
Snowden, um ex-consultor da Agência Nacional de Segurança (NSA) americana, está foragido da justiça de seu país, que o acusa de espionagem por ter vazado à imprensa um programa de vigilância mundial de Washington.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


