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Terrorismo nuclear ainda preocupa, alerta SIPRI

Stockholm International Peace Research Institute alerta para a necessidade de evitar que grupos extremistas consigam desenvolver “bombas sujas”

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Passados mais de 20 anos desde a desintegração da União Soviética e o temor de que seus armamentos nucleares pudessem cair em mãos de terroristas, os riscos do terrorismo nuclear no mundo ainda preocupam. É o que destaca o relatório anual de armas do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) publicado nesta segunda-feira 3.

O instituto sueco ressalta no documento os esforços de líderes globais em aumentar a segurança de materiais nucleares e radioativos para evitar o desvio ilícito destes itens. “Não há a mesma preocupação dos 1980 e 1990 de que ogivas sejam roubadas, mas sim que materiais de uso nuclear possam ser adquiridos por terroristas”, diz Shannon Kile, pesquisador sênior do SIPRI e especialista em armas nucleares.

O assunto foi discutido no nível político mais elevado em 2012. Em março, 53 chefes de Estado e governos se reuniram na Coreia do Sul para debater o fortalecimento e acordos regulatórios para materiais e instalações nucleares no mundo. O grupo revisou a implementação de compromissos voluntários assumidos no encontro de segurança nuclear de 2010, nos Estados Unidos, e identificaram áreas prioritárias para aumentar a segurança na área.

A preocupação atual é que grupos extremistas consigam desenvolver “bombas sujas”, capazes de espalhar radiação e pânico em grande escala, mas sem o mesmo poder destrutivo de uma arma nuclear convencional.

“Há o receio de que grupos terroristas ou extremistas possam estar afiliados a forças armadas de um país e possam fazer um ‘trabalho interno’ e conseguir armas nucleares ou materiais nucleares. E isso não dever ser subestimado”, conclui Kile.

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