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Governo da Bolívia investiga participação de Brasil e Chile em conflitos de 2019

Governo boliviano acusa os países de terem ajudado adversários do então presidente Evo Morales, que renunciou após ameaça de militares

Governo da Bolívia investiga participação de Brasil e Chile em conflitos de 2019
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Forças Armadas da Bolívia
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O governo de Luis Arce informou neste sábado que investiga se Brasil e Chile tiveram participação na convulsão social ocorrida na Bolívia em 2019, após acusar Equador e Argentina de enviarem armas e equipamento antidistúrbios.

“Serão investigadas as relações que podem ter existido naquele momento (2019) em ajuda e contribuições do Brasil e do Chile”, indicou o porta-voz do governo, Jorge Richter.

Arce havia afirmado nos últimos dias que, em outubro e novembro de 2019, foi organizado um golpe de Estado contra seu mentor, Evo Morales, e que a iniciativa foi apoiada por vários governos e por ONGs americanas. Richter foi entrevistado por uma rádio dos sindicatos de “cocaleros” sobre as denúncias feitas há uma semana pelo chanceler Rogelio Mayta contra o governo do ex-presidente argentino de direita Mauricio Macri.

Macri foi acusado por Mayta de ter ajudado com armas e suprimentos o governo provisório da direitista Yanina Áñez a reprimir os protestos de apoiadores do ex-presidente Evo Morales (2006-2019), levado a renunciar após o golpe de Estado denunciado. Segundo Richter, o governo de Arce espera que o Ministério Público argentino ajude a esclarecer esse fato, e que Macri, que negou as acusações, possa dar detalhes a respeito.

No mês passado, o Executivo boliviano também responsabilizou o governo equatoriano de Lenín Moreno por ter despachado para a Bolívia “munição de guerra” e equipamento antimotim.

Uma investigação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) constatou que 35 mortes foram registradas nos confrontos do fim de 2019.

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