Política
Lei eleitoral salva outro tucano da cadeia
Em disputa pelo Senado, o ex-governador goiano Marconi Perillo foi alvo de operação da PF. Candidatos não podem ser presos 15 dias antes das eleições
A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira 28 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao tucano Marconi Perillo, ex-governador de Goiás e candidato ao Senado. A operação Cash Delivery prendeu Jayme Rincón, coordenador de campanha de um aliado de Perillo, o atual governador e candidato à reeleição José Eilton, também do PSDB.
A operação apura o pagamento de propina a políticos e servidores de Goiás com base em delações de executivos da construtora Odebrecht. Os repasses indevidos chegariam a 12 milhões de reais. Perillo, que aparece com 29% das intenções de voto em uma pesquisa Ibope da sexta-feira 21, tornou-se réu por corrupção passiva no início de setembro.
Leia também:
Após prisão, candidatura de Beto Richa ao Senado derrete
No pedido para os mandados de busca e apreensão, a PF afirmou não ter solicitado a prisão de Perillo por causa da lei eleitoral, que veda a prisão de candidatos 15 dias antes do pleito, a não ser em flagrante.
Em nota, Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado do ex-governador, afirma que a defesa repudia a operação e que não há “qualquer fiapo de indício” contra o tucano.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


